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Limites à microgeração de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos



Torna-se incompreensível o estrangulamento à microgeração solar, preconizado pelo Governo português (e certamente pela EDP). As licenças a conceder aos micro produtores abrem num dia....e fecham nesse mesmo dia, a procura é elevada,e a oferta de licenças muito abaixo do necessário.
No site Renováveis na Hora pode ler-se que a potência anula concedida aos pequenos produtores de energia solar fotovoltaica está limitada a uns insuficientes 12 MW por ano. Enquanto que a potência de um central térmica, como a de Lares é de cerca de 820 MW, utilizando combustível fóssil (gás natural) importado da Argélia. Ou seja, limita-se fortemente a iniciativa individual dos micro produtores; reduz-se artificialmente a produção de energia eléctrica usando um recurso endógeno (o sol); impede-se desta forma um florescimento sustentado de riqueza, muito baseado nas PMEs.
Porquê ?
Será porventura o imperativo económico a curto-prazo: o kW de energia solar é muito mais bem pago 0,62 €/kW. Mas quanto nos custa verdadeiramente em divisas a importação de energia ? E os juros do endividamento ? e o impacte ambiental das grandes centrais ? quanto nos custam as doenças cardio-respiratórias, alergias...etc., provocadas pela libertação de partículas resultantes da queima do carvão ? e quanto nos custará o peso das alterações climáticas em perdas agrícolas ?

Em países como a Alemanha, no final de 2007, estavam instalados 1.500.000 de painéis solares fotovoltaicos.

Ler aqui a informação prestada pelo site Energias Renováveis na Hora

Tendo sido atingida pelas 18:55h do dia 7 de Abril de 2009 uma potência acumulada de 3,88 MW, relativa à primeira fase do novo período de registos de 12 MW de potência de ligação registada no Regime Remuneratório Bonificado de tarifa igual a 0,6175 €/kWh, comunica-se que o processo de pré-registos será reaberto em data a anunciar oportunamente.

O tempo de abertura do Portal, que foi bastante superior ao habitual, ficou a dever-se, não só à mais elevada potência de registos aceites para esta fase, como também ao afluxo muito significativo de candidatos a microprodutores que tentaram o registo simultâneo, o que originou uma taxa de registos (nº de registos por minuto) menor do que a habitual, que inclusivamente originou a indisponibilidade do sistema aproximadamente entre as 15:30h e as 16:30h.

Comentários

  1. Caro João,

    Antes de mais os meus parabens pela multiplicidade do teu empenho (profissional, cívica, bloguista, familiar).

    Quanto a este post, e sem querer fazer-te perder muito tempo, gostaria que me desses uma razão para esta falha no aproveitamento solar qundo comparado com o que acontece na Alemanha. O que é que há lá que não há cá?

    Mais Sol não será.

    Abraço

    ResponderEliminar
  2. Eu considero que está instalado um grande lobby. Limitando o acesso ao registo, apenas as grandes empresas que recorrem a super infra-estruturas é que conseguem efectuar os registos, monopolizando o mercado. Se a procura é superior à oferta (registos), os preços tendem a ser inflacionados à mercê dos grandes players do mercado. Se o silêncio continuar, só os grandes é que beneficiam. Para entendermos o exposto, basta dizer que na ultima fase de registos foram licenciadas 900 instalaçoes, a um custo médio de 22 mil euros... Cerca de 20 milhoes de euros...

    ResponderEliminar

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