Avançar para o conteúdo principal

Alberto Pessoa e a Figueira da Foz

Alberto Pessoa e a Figueira da Foz

"A gravidade de tudo isto, foi o esquecimento a que seria votado tudo aquilo de produtivo e genial que havia sido proposto para a cidade pela equipa de Alberto Pessoa e que constituiria, caso tivesse tido seguimento, um exemplo a nível nacional de equilíbrio urbanístico.

No crescimento que a cidade nos revela actualmente, não é perceptível uma estratégia global ou uma ideia de conjunto, que era evidente nos estudos propostos por Pessoa. Hoje, irremediavelmente esquecidos entre muitos outros, que se acumulam no pó das prateleiras do Arquivo Municipal."

arq.º Raul Saúde, Tese de Licenciatura (2001), "Alberto Pessoa - Figueira da Foz, 1963 –1985"


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Alferes Robles, massacres de 1961 e a Guerra de Angola

Recentemente visionei novamente os primeiros episódios da série "A Guerra" de Joaquim Furtado. Para quem não viveu a guerra, o documentário é excelente, e segundo muitos que a viveram Joaquim Furtado fez um trabalho notável. Ouviu ambas as partes, procurou uma visão serena e equilibrada apresentando unicamente os factos comprovados.
(ver aqui o documentário "A GUERRA" de Joaquim Furtado, https://youtu.be/eytkjJXrmhA onde  várias testemunhas presenciais testemunham as atrocidades cometidas por ambas as partes)

Na sequência dos grotescos episódios que se seguiram aos massacres de 15 de Março de 1961, a UPA matou barbaramente quase um milhar de colonos (a maioria branco) e outros milhares de trabalhadores locais, os portugueses (brancos) desencadearam a retaliação. Matou-se por dá cá aquela palha, milhares de angolanos pretos foram chacinados sem qualquer razão. Há várias fotografias de valas comuns, iguais às nazis, e depoimentos que chegariam para levar alguns por…

Artigo sobre o PDM - 1

O PDM sou eu e…os meus filhos
O PDM é um instrumento demasiado importante para ficar só nas mãos dos técnicos e políticos. Uns e outros tendem a pensar que o “PDM sou eu”, e querem zonas de expansão urbana (“para os filhos”) onde há espaços agrícolas. O PDM merece um amplo debate público mesmo que seja contaminado pelas pretensões individuais de valorização fundiária.
O debate começa mal, dado que é difícil a leitura do relatório e do regulamento do PDM. Os objetivos concretos da revisão do PDM são pouco evidentes. Falta um “resumo executivo”. O relatório perde-se em muitas estatísticas, quadros e tabelas. São 17 maçadoras páginas de “indicadores demográficos” . Faltam conclusões: “a população estagnou, o número de casas aumentou exponencialmente, há milhares de edifícios em ruína num país endividado e sem capital próprio”.
A Câmara tem razão, na teoria: “redefinem-se os aglomerados tendo em conta o que existe já construído no território, evitando a continuação da dispersão do edificado”…