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Greta, João Miguel Tavares e as alterações climáticas







Greta Thunberg é uma voz da ciência, não é uma panfletária ao serviço de uma qualquer ideologia. A jovem sueca não pretende tomar o poder, não advoga a violência contra o capitalismo selvagem que  destrói ecossistemas nem "procura nenhuma luta de classes".
E  isso incomoda muita gente, da esquerda  à direita conservadora e liberal (João Miguel Tavares, por exemplo no seu último artigo em e descredibiliza a miúda com "teorias da conspiração") porque coloca em causa o modelo de vida, a nossa liberdade individual, apontando limites que não deveríamos ultrapassar em nome das gerações futuras.
Trata-se apenas de uma miúda de 16 anos que fala sem filtros apoiada naquilo que a ciência demonstra, estamos a mudar o clima, a acidificar os Oceanos e a promover a extinção em massa das espécies. Há dúvidas quanto a isso? O que pensa JMT sobre a cobertura da "Crise climática" feita pelo Público? Mau jornalismo? Conspiração do "lobby ecologista"? Das duas uma, JMT não acredita na ciência (quando nasceu em 1973 a concentração de CO2 na atmosfera era de 329 ppm, agora é de 410 ppm...) e nega aquilo que Greta afirma, ou então ignora a magnitude dos problemas que enfrentamos.


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