Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A cidade e os peões (2)

Gleisstraßenfrühstück, Leipzig, 2006

Participei num destes pequenos-alomoços na rua.
Os vizinhos encontram os vizinhos, pedem licença à polícia para instalarem mesas e cadeiras no passeio/rua, e fazem a festa.
Uma sensação de grande liberdade, democracia e plenitude no uso da via pública. São experiências que marcam pelo sua humanidade, o riso das crianças a andar de bicicleta, a troca de compostas, o pão que o vizinho faz em casa com cardamomo....único.

A foto é da Ellen Braunig, minha amiga alemã de Leipzig que fez Erasmus na Universidade de Coimbra em 1997. Fala e escreve português perfeitamente.

As cidades e os peões (1)

As nossas cidades são exactamente isto para quem não se desloca exclusivamente de carro.

Tendo em conta o previsto regresso do estacionamento em frente à Esplanada Silva Guimarães (ler notícia) e ainda os recuos sucessivos no alargamento das zonas pedonais, iniciamos aqui a postagem de alguns artigos sobre "A cidade e os peões", apoiados em textos e fotos do Blog "Menos Um Carro", e de textos do Prof. Mário J. Alves.

O texto de J' Alves no Diário "as Beiras" merece alguns reparos pela imprecisão. Por exemplo, quando afirma o seguinte "Seja qual for o motivo, certo é que, na Esplanada Silva Guimarães, há muito que o movimento é menor daquele que se registava nos tempos em que se podia estacionar nos dois sentidos."
O jornalista afirma peremptoriamente algo que não se pode confirmar com evidências objectivas, i.e. como chegou a esta conclusão ? Fez uma contagem dos peões que ali passavam a várias horas dos dias no Verão e no Inverno, desde que o …

Ambiente - Boas Notícias

Empresas terão de reparar danos causados ao ambiente


RITA CARVALHO
Diário de Notícias, 16.01.2008

Entidades poderão ser obrigadas a obter um seguro para cobrir danos
Quem poluir um rio, contaminar um solo ou destruir um habitat vai ter de reparar o dano. Ou seja, vai ser obrigado a despoluir, a descontaminar e, se possível, a criar condições para que o habitat volte ao estado inicial.

A transposição da directiva da responsabilidade ambiental que impõe esta obrigatoriedade está atrasada, colocando o país em situação de incumprimento comunitário. Mas promete revolucionar a forma como se punem os danos ambientais. Principalmente porque poderá obrigar as empresas listadas como perigosas - e que têm grandes probabilidades de causar danos ambientais - a obter garantias financeiras, como seguros obrigatórios, de que, em caso de estrago, têm como reparar.

Ideias erradas sobre a Poda de Árvores Ornamentais

Recebi um texto pertinente de Teresa Leal, pessoa que conhece bem as lides da jardinagem, sobre as podas e a respectiva envolvente :

...relativamente às podas de árvores ornamentais
Mas faz-me muita confusão que a única solução seja voltar a fazer "forcas" todos os outonos e a primavera nascer com uns pompons em cima duns paus!

Claro que temos que co-habitar com a "proximidade de edifícios, cabos eléctricos, telefónicos ou outras
situações de risco evidente", não podemos não ter árvores porque estamos na cidade, antes pelo contrário mas, como Ribeiro Telles diz, às vezes é melhor cortar a árvore pela raiz e plantar outra (ou arbusto ou flor) que se enquadre no espaço.

O problema das nossas cidades (e muitas por esse mundo fora), é que as árvores são vistas como um ser invasor que é necessário controlar para não estragar os objectos do homem ou então como elemento decorativo ou chamativo para venda, mas sem uma preocupação de enquadramento no local, clima e utilidade da …

Os PINs (Projecto de Interesse Público ) e o interesse privado

No blog Estrado da Nação, o autor Pedro Vieira de Almeida, faz uma pertinente análise aos PINs. Em nome de um suposto progresso económico violam-se as mais elementares regras de ordenamento do território. Os interesses imediatos e particulares sobrepõem-se à necessidade de repensar o actual modelo de desenvolvimento, ao imperativo de deixar de colonizar o território da forma como o fazemos neste momento.
Pensa-se pouco no upgrade das actuais infra-estruturas.

Lixeira em Vila Verde

Foto : Ecocentro

No jornal As Beiras foi publicada uma notícia sobre mais uma lixeira a céu aberto no concelho da Figueira da Foz. Mais uma. Existem seguramente dezenas de lixeiras com milhares de toneladas de resíduos. Muitos provenientes de obras camarárias. Uma vergonha.

As afirmações do Sr. Vereador José Elísio Ferreira são sintomáticas: não tem conhecimento, não sabe, vamos ver o que pode fazer...enfim, um discurso pobre e confrangedor. Longe da realidade e pouco interessado nos problemas ambientais do concelho.
Portanto, a Câmara Municipal, e os seus técnicos, durante todos estes anos limitaram-se a olhar para o lado, e foram (são) incapazes de criar as infra-estruturas básicas para a recepção controlada de vários fluxos. Desde logo não existe um único Ecocentrono concelho da Figueira da Foz aberto ao público em geral. O Aterro de Lavos tem uma espécie de Ecocentro que não está ser potenciado pela ERSUC nem pela Câmara. Os entulhos que neste momento poderiam ser despejados no Ater…