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Mensagens

Erosão costeira e os esporões

O Vereador José Elísio (PSD) e a sua esposa, Presidente da Junta de Freguesia de Lavos, reclamam que a construção de esporões são necessários à estabilização da linha de costa. Ora, os estudos da União Europeia, as investigações realizadas em Portugal (ver abaixo) indicam que os esporões, tal qual foram pensados e construídos, são eles próprios os causadores da erosão. Conclui-se que estes dois autarcas locais estão em clara oposição àquilo que a ciência nos diz.
Felizmente, a política do INAG e das autoridades ambientais e marítimas vê com relutância a construção de estruturas pesadas, e prefere (como aconteceu na Caparica) optar pela recarga das praias afectadas pela erosão costeira. Esse deverá ser o caminho, o fortalecimento das dunas, a criação de condições para que a areia (um by pass ?) venha de norte para sul, da foz do rio Mondego para as praias de São Pedro, Lavos e Marinha das Ondas.

É também indiscutível que a proposta do Plano de Urbanização não cumpre com o princípio da p…

Obama, a ciência e o governo local

"Vamos recolocar a ciência no seu devido lugar e dominar as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade do serviço de saúde e diminuir o seu custo. Vamos domar o sol e os ventos e a terra para abastecer os nossos carros e pôr a funcionar as nossas fábricas. E vamos transformar as nossas escolas e universidades para satisfazer as exigências de uma nova era."
Obama, discurso de inauguração 20.01.2009

Por cá, gostaríamos todos que os nossos decisores políticos optassem mais pela ciência, acreditassem que os investigadores credenciados têm razão quando afirmam que historicamente a Morraceira pertence a São Julião. Ou que a energia solar térmica permitiria poupar milhares de euros em combustível nas piscinas, escolas e instalações municipais. Pelo menos, espera-se que os decisores políticos do Executivo Municipal quando contestem estudos e números, apresentem argumentos de carácter racional e inteligível.

Do ponto de vista da racionalidade científica e técnica o actual Presiden…

Obama

Lucknow, India: Schoolchildren wearing Obama masks during a rally
Photograph: Pawan Kumar/Reuters

Na Figueira da Foz precisamos de voltar a acreditar que a mudança é possível. Precisamos de um governo local capaz de abraçar a modernidade, colocando os interesses da comunidade acima das lutas mesquinhas e estéreis pelo poder. Necessitamos de romper com as actuais práticas laxistas do constante "deixa andar" é "tudo igual", caciquismos e manipulação. Acabemos de vez com os "job for the boys", os Planos de Urbanização sem visão nem pensamento a médio prazo; os equipamentos degradados e abandonados; o desperdício de recursos humanos, com tanta gente impedida de dar o seu melhor à administração local; espaços verdes sorvedouros de água (e dinheiros públicos); iluminação pública ineficiente; gastos energéticos inexplicavelmente elevados e sem medidas de conservação de energia.
Temos que mudar. Vamos ser mais rigorosos na forma como gastamos os dinheiros públicos.…

Endividamento Líquido da Câmara Municipal da Figueira da Foz : 39.801.848,90 euros

À data de 30 de Setembro de 2008, o valor do endividamento líquido do Município da Figueira da Foz, comunicado à Direcção Geral das Autarquias Locais, situava-se em 39,8 milhões de euros (M€), correspondendo a 172% das receitas anuais obtidas pela CMFF (23,1 M€).
As dívidas de curto prazo a fornecedores totalizavam 10.963.065,66 euros (quase 11 M€)
O prazo médio dos pagamentos aos fornecedores, a 30.06.08, era de 250 dias.

Face a esta situação financeira, difícil, comprometendo a sustentabilidade a médio prazo, o Presidente Duarte Silva resolveu propor uma candidatura ai Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas ao Estado, que visa garantir os pagamentos a credores privados das dívidas vencidas dos municípios.
A CMFF deliberou assim contrair mais um empréstimo, este de cerca de 1.267.894,12 à Banca e 845.262,75 euros ao Tesouro.

De todos estes números conclui-se que a CMFF vive muito acima das suas possibilidades. Duarte Silva gasta o que tem e o que não tem. Até quando ?

Descontinuidades urbanísticas e a gestão de Duarte Silva

Foto: Rua do centro da freguesia de São Pedro, Dez. 2008

Muitos são os exemplos de mau urbanismo no concelho da Figueira da Foz. A Câmara Municipal parece demitir-se de uma importante função: fiscalizar as obras que aprova. Os espaços comuns são muitas vezes deixados à vontade dos promotores (ver foto acima, onde os passeios servem construções recentes). Surge o famoso caos urbanístico de que todos somos vítimas: passeios descontínuos, postes no meio do passeio, frentes desalinhadas,...etc.
Entre nós, parte substancial do problema deve-se à natureza e estilo do Presidente Duarte Silva, enferma de um "nacional porreirismo". Falta-lhe cultura de exigência, não aparenta vontade para quebrar com maus hábitos instalados na máquina municipal, fecha os olhos a isto e aquilo, e aceita com naturalidade que ...a "realidade é o que é", afirma frequentemente. Pois é, mas para mudar a triste realidade dos passeios descontínuos e afins é que há técnicos e gestores políticos.
Há tem…

"As pessoas pedem os cortes, e nós cortamos"

ANTES de Nov.2008, Rua dos Cordoeiros, Buarcos

DEPOIS de Nov.2008


O espaço de verde da responsabilidade camarária, existente na Rua dos Cordoeiros, Buarcos, junto ao renovado Lavadouro, foi alvo de um assalto à mão armada. Homens armados de motoserras, serras, cordas e outros utensílios destruíram em poucas horas o património natural ali existente. As árvores e arbustos sustentavam naturalmente a barreira, evitando a erosão e o esboroar da mesma. O coberto vegetal natural, não precisava de rega nem tinha custos de manutenção, emprestava beleza à paisagem, colorindo-a de um verde perene. Além, do efeito bioclimático e filtro do ar.
Mas, sem se saber bem porquê nem como, presume-se que a CMFF tenha dado ordem para que se destruíssem os arbustos e árvores. Para quê? A quem aproveita este estado de coisas ? Que desmando tão grande atravessa a Câmara Municipal que se permitem actos desta natureza?
O Presidente Duarte Silva em resposta a estas perguntas, apenas disse que às vezes "as pesso…

Ainda a barragem do Rio Sabor

Ambientalistas travam obras da barragem do Sabor
09.01.2009
Ricardo Garcia, jornal Público
A EDP suspendeu as obras da barragem do Baixo Sabor, no Nordeste transmontano, devido a uma acção judicial interposta por um conjunto de organizações não-governamentais (ONG) de ambiente.

As pessoas parecem cada vez menos sensíveis a outros valores que não sejam os materiais. Quanto custa? No caso da barragem do Sabor esquecem a riqueza paisagística, a biodiversidade, o potencial turístico e o dever moral de deixar aos nossos filhos e netos paisagens intocadas e selvagens. Parece mesmo que a electricidade que a barragem vai produzir servirá para sustentar o nosso comodismo: o ar condicionado na casa por isolar; o stand by permanente...ou nossa falta de visão: há muito que deveríamos democratizar e descentralizar a produção de energia. Cada um poderia ser micro produtor eólico ou fotovoltaico (como acontece na Alemanha, Áustria, Holanda ...) mas a DGE (o Estado) bloqueia permanentemente a emissão de …