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O estado do estado

A loucura do despesismo vigente, desde Cavaco Silva (anos 90), em Portugal conduziu-nos às portas da bancarrota. Se não fosse a generosidade dos parceiros europeus, e o próprio Euro,o estado estaria sem dinheiro para pagar a professores, médicos, juízes, técnicos e funcionários do estado.

Em jeito de provocação, diria que seria útil os funcionários do estado (e reformados) passarem um mês sem receber salário. Talvez assim pudessem perceber que temos que mudar alguma coisa no país, e no nosso desempenho coletivo.

As notícias vistas daqui, de São Tomé e Príncipe, e na companhia dos locais, são ainda mais trágicas. O descrédito de Portugal é agora real e palpável. As obras e projetos deixados pelos portugueses, no pós 25 de Abril, são vistas com mais atenção.
E observa-se que há muita coisa que poderia ter funcionado de outra forma.

Elefantes Brancos Portugueses em África (1)

São Tomé e Príncipe: Primeira barragem hidroeléctrica entrou em funcionamento, 15 anos depois da inauguração
A barragem sobre o rio Papagaio, na ilha do Príncipe, entrou, no último sábado, em funcionamento, 15 anos depois de ter sido inaugurada pelo actual Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, quando era primeiro-ministro.Construída pelo Governo português em 1993, a barragem foi inaugurada pelo antigo primeiro-ministro, mas não funcionou mais do que três minutos.

RTPN - RTP Africa - a palhaçada

Vi hoje a RTPN a partir de Africa, via RTP Africa. Os 12 minutos iniciais foram de dedicados às eleições do Sporting, sem que se soubesse o resultado. >Dois repórteres cumpriam a idiotice: perguntavam aos sportinguistas "em quem votou o senhor?" . A pura idiotice elevada a mainstream da TV pública. Uma vergonhosa palhaçada.

Depois mais futebol, o jogo da seleção e entrevistas a ex-futebolistas (3), depois o Rali de Portugal, e depois ainda a integral repetição das notícias das 20h.

Notícias sobre a África Portuguesa ?
Nem uma !

O estado da A17 e o país

Viajar na A17 (Figueira - Leiria), com três faixas de cada lado, inaugurada em 2009, percebe-se porque está o estado sem dinheiro.
Uma infra-estrutura gigantesca, um investimento colossal, ....quase sem proveito, poucos carros e camiões. Estes seguem pela Estrada Nacional, em más condições e afogada em trânsito.

Maquinistas da CP

As greves da CP continuam. Indiferentes ao estado financeiro do país e da própria empresa (a CP está em falência técnica, e se fosse mesmo uma empresa teria que deixar de pagar salários e despedir trabalhadores...) os maquinistas continuam a parar comboios e pessoas. Isto apesar de serem dos trabalhadores mais bem pagos, alguns com vencimentos superiores a 2.500 euros !

Acumulação promíscua e contra-produtiva de funções públicas e privadas

SEIS MIL FUNCIONÁRIOS DAS AUTARQUIAS ACUMULAM FUNÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS!
Cerca de 5% do total dos funcionários das autarquias acumulam actualmente as funções públicas nas autarquias com actividades privadas, segundo revela a IGAL (Diário Económico, 22.03.2011).

Em termos comparativos, lidera a autarquia de Cascais, em que cerca de 16%... dos funcionários acumulam funções.
É importante esclarecer que, embora de a lei das incompatibilidades da administração pública, publicada em 2010 (Lei n.º 34/2010, de 2 de Setembro), consagre como regra a proibição de acumulação, a mesma estabelece também um regime de excepção de permissão, um regime tão amplo que torna quase impossível proibir a acumulação.
Seria fulcral, num país com uma elevada taxa de desemprego, reflectir sobre a aplicação de um regime mais equilibrado, em que ficasse verdadeiramente afastada a possibilidade de acumulação em casos que podem prejudicar a qualidade de empenho dos funcionários e se permita a acumulação em situaçõe…

A ganância: empresa RAIATUR

Ler a notícia aqui
http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultArticleViewOne.asp?articleID=3446&categoryID=567

Zona de caça colocava iscos envenenados
Em Junho de 2010, a Quercus foi alertada por um telefonema anónimo que alguém ligado à empresa Raiatur teria matado uma Águia Real (Aquila chrysaetos) junto da localidade do Rosmaninhal, em Idanha-a-Nova, na Zona de Caça Turística - ZCT nº633. Recebemos a indicação de que a entidade gestora da zona de caça teria espalhado iscos envenenados para matar as águias e demais animais que se alimentam das espécies cinegéticas.