27.3.17

Artigo sobre o PDM - 1


O PDM sou eu e…os meus filhos

O PDM é um instrumento demasiado importante para ficar só nas mãos dos técnicos e políticos. Uns e outros tendem a pensar que o “PDM sou eu”, e querem zonas de expansão urbana (“para os filhos”) onde há espaços agrícolas. O PDM merece um amplo debate público mesmo que seja contaminado pelas pretensões individuais de valorização fundiária.

O debate começa mal, dado que é difícil a leitura do relatório e do regulamento do PDM. Os objetivos concretos da revisão do PDM são pouco evidentes. Falta um “resumo executivo”. O relatório perde-se em muitas estatísticas, quadros e tabelas. São 17 maçadoras páginas de “indicadores demográficos” . Faltam conclusões: “a população estagnou, o número de casas aumentou exponencialmente, há milhares de edifícios em ruína num país endividado e sem capital próprio”.

A Câmara tem razão, na teoria: “redefinem-se os aglomerados tendo em conta o que existe já construído no território, evitando a continuação da dispersão do edificado”. Um objetivo claro mas para o qual não apresenta evidências. Há muitas questões sem resposta no PDM. Quantos edifícios novos permite a revisão do PDM e em que freguesias? O que vai acontecer a espaços verdes como a Qta. Santa Catarina? Vai ser urbanizado?

Falta à revisão do PDM uma visão factual e apurada do que queremos para o concelho. Pessoalmente, sinto alguma frustração, pouco se aprendeu com os erros do passado.
Publicado no Jornal AS BEIRAS, 26.03.2017

17.1.17

Apresentação de livro sobre Ambiente na Figueira - Luísa Schmidt

http://www.cm-figfoz.pt/index.php/agenda/2028-apresentacao-do-livro-portugal-ambientes-de-mudanca
Dia 17 de Fevereiro, pelas 18h00 no Auditório Municipal vai estar presente a socióloga Luísa Schmidt autora de vários livros sobre política de ambiente em Portugal.

16.1.17

Asseio do passeio ou contaminação pelo herbicida. Falta ambição à política de ambiente local

A fotografia abaixo foi tirada na Figueira da Foz, no dia 14.01, perto da rua Fernandes Tomás.
Trata-se de uma afronta ao bom senso. Em pleno 2017 a autarquia continua a usar (via SUMA) glifosato - um herbicida tóxico e referenciado como cancerígeno, ver aqui , em alguns estudos.
É altura de passarmos a outras formas de combate às ervas daninhas, usando meios mecânicos, térmicos e até químicos (benignos, há vários).
Persiste na Figueira uma política conservadora, quanto ao ambiente, usam-se métodos e meios próprios do seculo passado. Falta inovação e respeito pela saúde pública.

asseio passeio
Vamos dar mais asseio ao seu passeio

Temperaturas muito baixas

https://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.localidade.hora/index.jsp#Coimbra&Figueira da Foz

Na Figueira da Foz as mínimas vão descer até aos dois graus negativos, segundo previsão do IPMA.
Há vários estudos e observações publicados que indicam uma influência direta do degelo do Ártico, e das Alterações Climáticas, na mudança de padrões meteorológicos locais.
Localmente temos mais extremos, muito frio e calor, semanas sucessivas de tempo seco seguidas de chuvas torrenciais.

6.1.17

Ainda o Pinheiro Manso rolado e podado na Figueira da Foz

Volta aqui a história do Pinheiro Manso destruído a pedido dos Serviços da Câmara Municipal, ilustrando práticas comuns em todo o concelho da Figueira da Foz. As árvores são vistas como problemas e não como algo que nos enriquece a todos. Persistem as más práticas na conservação deste património que herdamos, por indiferença, desleixo e ignorância.

Foto Malta do Viso
Foto: Malta do Viso

Razões Para Não Rolar as Árvores - http://www.arvoresdeportugal.net/2013/04/razoes-para-nao-rolar-as-arvores/
Aquando das denúncias que temos feito das cíclicas podas radicais praticadas na maioria dos nossos municípios, temos sido questionados acerca da possibilidade de ser redigida uma carta modelo que sintetizasse os motivos pelos quais estas práticas são desaconselhadas.

Deste modo, deixamos o nosso contributo na forma da transcrição do texto constante de um folheto da Sociedade Portuguesa de Arboricultura. Apesar do dito folheto ter alguns anos, o seu conteúdo continua atual e pode servir de base para que qualquer cidadão manifeste o seu repúdio perante as juntas de freguesia e câmaras municipais deste país.
RAZÕES PARA NÃO ROLAR AS ÁRVORES
CHOQUE INICIAL – A copa das árvores funciona como um todo. Embora, no estado adulto, os seus ramos se autonomizem, eles contribuem para que a árvores rentabilize ao máximo todas as suas capacidades. Assim, os ramos exteriores funcionam como um escudo aos mais internos, evitando queimaduras solares. Por outro lado, os mais internos mantêm a árvore a funcionar quando os externos estão afetados. Se, subitamente, se alterar este equilíbrio, e todos os ramos ficarem expostos às condições climatéricas de forma igual, a árvore fica sem defesas.
 
ASPETO DEFORMADO – Uma árvore rolada é uma árvore desfigurada. Mesmo que volte a repor o volume de copa inicial, ela nunca mais voltará a ter a mesma beleza e naturalidade características da espécie. As árvores ficarão desvalorizadas, perdendo o seu valor patrimonial.
 
FALTA DE ALIMENTO – Uma poda bem-feita, não remove mais do que um terço a metade da copa da árvore, o que não interfere muito com a capacidade da árvores continuar a alimentar-se a si própria. A rolagem remove a copa na totalidade, reduzindo o equilíbrio copa/sistema radicular, levando a que a árvore, temporariamente, perca a capacidade de se autoalimentar. 
NOVO CRESCIMENTO MUITO RÁPIDO – Após uma operação como é a rolagem, as árvores têm tendência a repor a copa inicial, pelo que a sua rebentação será intensa e aos poucos anos retomará o volume que tinha e de uma forma desorganizada e muito densa, não resolvendo, assim, o motivo por que geralmente se recorre a esta supressão da copa.
 
PRAGAS E DOENÇAS – As pernadas de uma árvore rolada têm dificuldade em formar calo de cicatrização, não só pelo seu grande diâmetro, como também por não se localizarem na zona onde a árvore desenvolve os seus postos de defesa naturais. Os cortes nestas condições são vulneráveis a ataques de insetos e fungos que podem causar podridões.
 
CUSTOS – Aparentemente parece ser mais económico recorrer-se a uma rolagem do que utilizar os princípios corretos de poda e corte. No entanto, esta economia é de curto prazo, pois, por um lado, a árvore perde quase por completo o seu valor, por outro lado está-se a onerar as futuras manutenções para prevenir uma decrepitude precoce ou a instabilidade mecânica dos rebentos formados após os cortes.
 
RAMOS NOVOS DE GRANDE FRAGILIDADE – Os rebentos formados nos bordos das zonas de corte, não têm uma inserção normal no ramo. Se se desenvolverem podridões junto às zonas de corte, esta ligação fica ainda mais fraca, tornando estes rebentos mecanicamente fracos e criando situações de perigo.
 
MORTE DA ÁRVORE – Nem todas as espécies são resistentes a este tipo de supressão de copa. Em algumas, esta solução leva a uma morte rápida com custos acrescidos para sua remoção e substituição.
(Texto adaptado de Sociedade Portuguesa de Arboricultura. Fotografias de Pedro Nuno Teixeira Santos, da esquerda para a direita: Covilhã, Moura e Braga.)

5.1.17

Gestão quotidiana do concelho

O importante para a maior dos munícipes é a gestão quotidiana. Os buracos da estrada, o asseio da via pública, a existência de estacionamento, a abertura da administração para ouvir e resolver queixas,....etc.

Há outros que colocam as "grandes obras" na sua lista. Daí o sucesso de Pedro Santana Lopes, fez "obra", gastou muito dinheiro (pediu emprestado, empurrou as contas para o futuro - "quem vem a seguir que pague") e conseguiu uma visibilidade para a Figueira que esta não tinha.

Há depois alguns mais ambiciosos. Que gostariam de ver a Figueira no século XXI Europeu, um concelho com boas infraestruturas, renovadas de forma moderna (o que não está a acontecer), finanças equilibradas e uma maior capacidade de atração, tanto de gente jovem como turística.

A mola para uma gestão de qualidade reside na exigência dos clientes. Nós, habitantes do concelho. E a questão deverá colocar-se também nestes termos, somos suficientemente exigentes?
E agimos em conformidade?
Marina da Figueira da Foz
Marina da Figueira da Foz

3.1.17

Análise à gestão do presidente da CM da Figueira da Foz - João Ataíde

Recebo opiniões interessantes sobre a gestão da CM da Figueira da Foz. Nem sempre tenho a mesma opinião, mas respeito e aprecio o confronto de visões da mesma realidade.
Um leitor deste blog revela admiração pelo atual presidente, nos seguintes termos:

Em relação ao [presidente] Ataíde, acho que qualquer presidente poderia fazer
melhor. Isso não é critério. Agora, alguém que:
1) equilibrou as finanças do concelho, que estavam em estado catastrófico
2) renovou toda a frente fluvial e construiu um dos espaços mais
aprazíveis da cidade
3) disciplinou o estacionamento em várias zonas e tornou o
estacionamento pago a regra
4) pavimentou ruas que já não viam asfalto há mais de 30 anos
5) teve a coragem política para pegar na praia e, apesar de todas as
dúvidas que o plano gerou, está a começar a criar ali algo de
verdadeiramente inovador.
6) melhorou a infra-estrutura de saneamento do concelho, fora das zonas urbanas.

para mim, é um sucesso, sobretudo tendo em conta a desgraça que foram
o Pedro Santana Lopes e o Duarte Silva (PSD).
 
Peças
 

2.1.17

Bom ano de 2017 - Ambiente e Apoio Social

Vou começar o ano pelo discurso positivo. Coisas que valem a pena saudar e dar a conhecer.
O apoio à agricultura ecológica faz-se comprando produtos biológicos, tanto quanto possível cultivados na nossa proximidade. Partindo deste princípio é de louvar a integração de pessoas com pessoas portadoras de deficiência.
Urge mudar de hábitos, comer menos mas comer melhor, e estar disposto a pagar mais. A saúde não tem preço.

http://appacdmfigueiradafoz.org/quinta

A Quinta Biológica – A BIOCER, desenvolve actividade e agricultura biológica desde 1998. A aposta nos produtos biológicos tem que ver com a preocupação em produzir alimentos saudáveis.
O terreno da Quinta com uma extensão de 2 hectares, tem a particularidade de os seus solos terem uma textura argilo-arenosa, beneficiando a produção de um clima temperado e de uma boa localização.
A produção concretiza-se em estufas e ao ar livre. Todos os produtos são devidamente embalados e etiquetados, estando sob certificação e garantia de qualidade da ECOCERT, entidade que controla e certifica os produtos biológicos.

Recorre-se à reciclagem das matérias naturais e à rotação das culturas, no sentido de respeitar o equilíbrio dos organismos vivos e do ambiente. Há cuidado em proteger o solo.
O Projecto BIOCER – permitiu o intercâmbio de experiências com outros parceiros europeus, bem como permite a experimentação, demonstração e promoção da actividade agrícola executada por pessoas portadoras de deficiência, promovendo a sua integração no mercado de trabalho. Simultaneamente permite que os jovens de centros ocupacionais (mais autónomos) possam usufruir destas tarefas para incrementar níveis de autonomia bem como desenvolver competências pessoais e sociais respeitando os principios da normalização, integração, individualização e bem-estar dos nossos clientes.

30.12.16

A curva do cemitério de Buarcos

A curva do cemitério de Buarcos:

Para quem tenha idade para se lembrar, a curva do cemitério sempre foi problemática e fértil em acidentes, com algumas vidas perdidas naquele local, antes e depois da construção da marginal.

A certa altura, não sei em que consulado, foi decidido colocar aquele material abrasivo de cor de tijolo, e tanto quanta a minha memória me serve, nunca mais houve qualquer fatalidade. A tal camada está quase "desaparecida". Se há dinheiro para 2 anjos, de...veria haver dinheiro para evitar que alguém vá para os anjinhos.
 

Mais: atendendo ao número de pessoas que diariamente utiliza o privilégio daquela marginal através da curva do cemitério, deveriam pensar em colocar um rail de protecção, o que em caso de algum despiste, teria, em teoria, a virtualidade de minimizar o eventual estrago.
No sentido sul-norte da via, temos a contínua ceifa de postes. Excesso de velocidade? Não tenho qualquer dúvida.

 Hoje, dia 29.12.2016, estavam lá 2 postes derrubados, e rasto de um acidente violento. Desconheço o resultado nas pessoas envolvidas. Mas pergunto-me se um despiste ali, em que alguém não "acerte" nos postes e passe para a via contrária onde possa acontecer um choque frontal, não será algo a considerar.

 Solução? Separador central na curva e nas primeiras dezenas de metros após a mesma.
Não há-de custar muitos euros. Mas pode custar muito a quem possa perder a vida ali.
Não é uma crítica, é um PEDIDO a quem ainda tem 9 meses para tratar do assunto

Quim João _via Facebook

29.12.16

Buarcos - Destruição das árvores e arbustos (deixaram as canas)

(Carta aberta ao presidente da Junta de Freguesia de Buarcos)

Exmo. Sr. Presidente
José Esteves

c.c. Rui Duarte

1) Lamento a perda de mais uma parte do património natural de Buarcos.
Ontem (2812.2016) e hoje (tive conhecimento agora) os trabalhadores da Junta (?) arrasaram com o coberto vegetal junto aos Lavadouros de Buarcos.
Nem as árvores, as figueiras (há dezenas de anos que ali estão), escaparam ao corte pela raiz.

2) Enquanto isso, na mesma rua persiste a insalubridade - restos de comida são diariamente colocados por dois moradores (identificados) - à qual a Junta de Freguesia não presta atenção.

Sugestão: seria mais útil plantarem árvores e arbustos, em vez de os destruírem.

Solicito ao Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia uma justificação para a destruição das árvores e arbustos que preenchiam de forma elegante o topo da barreira, que divide a rua dos prédios.
Pede-se ainda que nos digam que medidas vão tomar para devolver salubridade à rua.

(fotos em anexo)

NOTA: os arbustos e árvores destruídos não retiravam luz e sol a ninguém, os prédios, sim, esses retiram sol às habitações sociais.

Obrigado pela atenção.
João Vaz



Arvores Buarcos



poda

26.12.16

A propósito da Erosão Costeira (ou não) nas praias entre Buarcos e o Cabo Mondego

Cito aqui as palavras de Quim João, um figueirense atento às questões da sua terra.

"! Há erosão ali. Ponto. Mas ao contrário do que alguns afirmam, nada tem a ver com o molhe ou com a extensão recente. Há anos assim, em que a areia que vem do norte e contorna o Cabo Mondego, não chega de forma fluída. Este é um desses anos.
 Um Inverno rigoroso, com grandes lavadias, poderá repor rapidamente a areia, conquanto ela esteja disponível a norte. 
 Nos próximos dias irei tirar umas fotos ao Enforca-cães ( e podemos combinar ir juntos ), e acredito que ficarei com uma ideia do que nos espera nos próximos tempos.

 Quanto à erosão de 1997 e abatimentos então verificados, o Joao Vaz também sabe que o que foi feito a posteriori, é mais sólido, porque assentou em cima dos enroncamentos naturais de pedra. Nesse conspecto, salvo um ou outro caso pontual onde não tenham ido tão fundo, a integridade da marginal manter-se-á."

Tenho somente a acrescentar a minha preocupação pela falta de estudos e observação técnica credível do que se está a ocorrer na costa do concelho da Figueira da Foz.
 Estou convencido que o aumento da batimetria, e o rolar das pedras na qual a marginal está apoiada, irá causar problemas graves a prazo.
Oxalá eu esteja enganado !


Cabo Mondego- Verão de 2016
 

Entrada do porto da Figueira da Foz - rebentamento do rochoso maciço

 A solução proposta pelo documento técnico é o rebentamento do maciço rochoso, com um orçamento de 42 milhões de euros. - segundo notícia publicada hoje no jornal AS BEIRAS(26.12.2016).
Esta solução é cara, além de comportar riscos enormes - danos em várias estruturas causadas pelos rebentamentos; carácter provisório - mesmo retirando a rocha o problema da acessibilidade do porto mantém-se (a prazo).

A cidade deveria discutir a questão  central do porto comercial (os elevados custos de investimento e quem os paga), a dimensão da praia (cujo areal continua a crescer) e o abandono de decisões estratégicas mais consentâneas com o planeamento estratégico da cidade.

Discute-se pouco a cidade. As decisões vão sendo tomadas sem o necessário envolvimento da sociedade civil.






21.12.16

Erosão no Cabo Mondego _Inverno de 2016/ 2017

O mar leva a areia. Há ali nas praias (?) do Cabo Mondego sinais de erosão séria.
Mas, na Figueira da Foz poucos parecem genuinamente preocupados.

Qualquer dia acontece o mesmo que em 1997, a Marginal vai começar a ceder !
João Vaz



Lagoas de Quiaios - falta tudo

João Vaz 2016
Lagoas de Quiaios - Dezembro de 2016

As Lagoas de Quiaios continuam a não merecer a devida atenção.
O abandono de várias zonas é notório, algum lixo a flutuar (plásticos) e cafés sem vida, vandalizados. É pena.
Poder-se-ia fazer muito mais e melhor.

Precisamos de soluções criativas e apelativas para as Lagoas de Quiaios. Um investimento equilibrado entre a preservação do que existe (e há muita coisa para sentir, ver e ouvir) e uma ocupação turística que traga rendimento às populações locais.
Em Óbidos o mega projeto de golfe faliu. https://www.publico.pt/…/empreendimento-de-luxo-junto-a-lag…
Temos que aprender com os erros dos outros e fazer diferente e melhor.

18.12.16

O comunismo e o ambiente , o PCP e a poluição- cartuchos de cumbo

São 150 a 200 toneladas de chumbo por ano vão contaminar os solos e as águas. A fonte são os cartuchos de chumbo usados na caça.
O PS, e o Ministro do Ambiente, querem reduzir a sua utilização. PCP, PSD e CDS votam contra.
"Action speaks louder than words". Estamos conversados sobre a natureza ecológica do comunismo e a defesa dos "votos e lóbis" (da venda de cartuchos e caçadores).

Há anos que a União Europeia retira o chumbo de vários produtos:
Desde a década de 80, a União Europeia começou a restringir o uso de chumbo em baterias, tubagens, na gasolina e em equipamentos elétricos e eletrónicos.
“A sua utilização nas munições das armas de caça também já foi banida na maior parte dos países da União Europeia, tendo sido substituída por outras ligas metálicas sem impactes no ambiente”, recordam os ambientalistas em comunicado.

Mas, em Portugal, graças ao PCP (que se tivesse votado a favor teria alterado a situação) continuamos na mesma, a usar chumbo nos cartuchos de caça.
O comunismo e ambiente são antagónicos, na prática o PCP pensa que defende os "votos dos caçadores do Alentejo", pondo os seus interesses eleitorais acima do bem público e da defesa do ambiente.


17.12.16

As novas vias pedonais da praia


BRICOMARCHÉ - Produtos Poluição Marketing Ambiente e os balões espalhados na rua

O BRICOMARCHE da Figueira da Foz continua a colocar  balões nos automóveis. O que quer o BRICOMARCHÉ ? Vender mais produtos. Lucro. O que é legítimo.
 Contudo, o BRICOMARCHE usa meios (os balões) que sujam as ruas e poluem os Oceanos e a Água. Os balões voam e acabam na sarjeta, dai para a água e o mar é um instante.
Portanto, trata-se de mais uma agressão ambiental, gratuita e evitável. E tal não é legítimo.

Os balões tem efeitos muito indesejáveis - ver aqui notícia do EXPRESSO de 2008
 http://expresso.sapo.pt/dossies/dossiest_actualidade/dos_cantinho_smith/baloes-sao-armadilhas-de-morte=f389584

E persiste a questão , foi autorizada esta publicidade ?

11.12.16

ClimAdaPT. Local - Figueira da Foz

O programa ClimAdaPT. Local, financiado pela APA e fundos do EEA, chegou ao fim, após 2 anos de trabalho com 26 municípios, incluindo a Figueira da Foz.
É interessante verificar quais as conclusões do trabalho realizado com os atores locais, na Figueira da Foz realizou-se em Março de 2016.
Conhecidas as previsões, os participantes do workshop foram convidados a integrar uma de cinco mesas temáticas, debatendo questões setoriais, num trabalho desenvolvido ao longo de três horas. As conclusões apresentadas incluíram:
  •  Zonas costeiras: transporte das areias em excesso no areal da Figueira da Foz para as praias a sul;
  •  Recursos Hídricos - foi considerada fundamental a obra de manutenção do canal que abastece todo o concelho, competência da Agência Portuguesa do Ambiente, e ainda a promoção da reutilização de águas residuais;
  • Floresta e Agricultura - limpeza das matas e ordenamento florestal, processos que deverão seguir-se ao necessário cadastro das propriedades rurais; dinamização da Bolsa de Terras; circuitos de gestão do tratamento dos resíduos florestais e criação de ZIFs (Zonas de Intervenção Florestal);
  • Energia, Saúde e Edificado – colaborar com as populações mais frágeis e com menos capacidade - pela idade, pelo isolamento ou pela debilidade económica - nas adaptações necessárias nas suas habitações; nas novas construções, a orientação dos edifícios, a sua eficiência energética e a qualidade dos materiais deve ser matéria de aconselhamento e fiscalização;
  • Turismo e Espaços Verdes: aumento das hortas urbanas, promoção dos percursos pedonais, melhoria dos acessos às praias, aproveitamento ambientalmente sustentado da Ilha da Morraceira e respetivos recursos naturais;
  • Indústria: fomentar a necessidade de utilização de tecnologias “mais limpas”, apoio ao turismo de natureza e divulgação científica.
Este conjunto de intenções está longe de ter sido apropriado pelo decisores locais. Aliás, está quase tudo por fazer, como se poderá observar nas prioridades da gestão quotidiana da Câmara Municipal.

27.10.16

Figueira da Foz - Clima subtropical

O calor aumenta. 2016 foi o ano mais quente.
Na Figueira da Foz as temperaturas máxima e mínima surpreendem. Noites subtropicais, a 20 graus, dias de verão, com 25 a 30 graus (amanhã), em outubro.

23.10.16

"Dar Saúde"

Acontece muitas vezes. O carro para, fica a trabalhar longos minutos sem sair do lugar.
Poluição. Desperdício de recursos.
Na figura o veículo "Dar Saúde" que há uns dias atrás ficou parado a trabalhar durante mais de dez minutos porque a condutora decidiu telefonar (pelo menos não uso o telemóvel enquanto conduzia).
A mesma estória em frente ao portão de uma Escola Secundária, vários carros a trabalhar à espera dos alunos. Parece haver pouca consciência: a queima de gasóleo e gasolina libertam gases poluentes que nos contaminam a nós e ao planeta.
E cada vez mais me parece haver menos consciência que os "carros poluem".

18.10.16

Filme sobre um problema que nos afeta " Deriva Litoral"

Deriva Litoral - o impacto da erosão costeira em Portugal
Documentário co-produzido pela Fábrica Centro Ciência Viva e pela UA apresentado no Festival Internacional de Cinema de Avanca 2016

17.10.16

Tartarugas na costa da Figueira da Foz

São várias as espécies de tartarugas que passam junto à costa portuguesa. Algumas, por razões diversas, sucumbem e são à praia.
Na fotografia uma tartaruga de couro (Dermochelys coriacea). É a maior espécie de tartaruga marinha (esta seria um juvenil)
Por ano o CRAM - Centro de Recuperação de Animais Marinhos recolhe entre 15 a 20 animais, entre as quais 5 vivas.
Na nossa costa são abundantes (apesar de ameaçadas) porque as águas portuguesas fazem parte da rota migratória entre as Caraíbas e cabo verde/St tomé e retorno às Caraíbas pelo Brasil.

Tartaruga na praia de Quiaios

17.9.16

"Mexe-se pelos seus pulmões"

A campanha "Mexa-se pelos seus pulmões"  contra o sedentarismo, tabagismo e pela introdução de hábitos mais saudáveis é de louvar.
Parabéns pela iniciativa.
   

Contudo, é impossível não deixar de assinalar o facto da Câmara Municipal da Figueira da Foz se mostrar ausente na efetiva promoção das "caminhadas e cicladas". Naquilo que lhe compete , falha redondamente.

Os passeios são estreitos, a estrutura urbana centra-se no automóvel. Ciclovias são poucas e estão incompletas, não permitindo uma condução em família com segurança.

Portanto, seria útil que a própria CMFF adota-se "práticas mais saudáveis" e promove-se bons hábitos de saúde.

28.8.16

Novo supermercado na Figueira da Foz

Apesar dos anúncios sucessivos de fecho de grandes superfícies e supermercados, eis que vão abrir mais unidades. Junto ao "Bairro da CELBI" um terreno foi "planado" para esse fim.
Afinal há crise no retalho ou não há? E o poder de compra , como está ? Uma cidade de 30 mil habitantes consegue sustentar uma dúzia de grandes supermercados ?
 
 

Novo supermercado da Figueira da Foz



 

20.8.16

"O presidente não anda a pé" ou a Câmara Municipal da Figueira da Foz pinta meias passadeiras

Tal como se pode ler no blog OUTRA MARGEM de António Agostinho, na minha crónica de hoje nas BEIRAS, assumo a crítica: o presidente da Câmara Municipal , dr. João Ataíde, não anda a pé.

No mesmo blog constata-se é possível observar que as os peões (ver aqui http://outramargem-visor.blogspot.pt/2016/08/continuacao-da-serie-actualmente-em.html) não merecem atenção do presidente nem dos técnicos. Caminhar neste concelho é difícil, tudo é pensado unicamente para os automóveis por pessoas fechadas em gabinestes, cujo contacto com o mundo exterior parece limitado. E quer desempenhem bem ou mal a sua missão, recebem sempre o mesmo salário. Por isso, sem exigência dos decisores, os "executores" (funcionários, técnicos) fazem os "caminhos para peões" como sempre fizeram: mal.

18.7.16

Os planos de mobilidade...que ficam no papel

http://www.paulateles.pt/projecto?id=114

Mobilidade Suave - o mau exemplo da Figueira da Foz

Na Figueira da Foz continua a fazer-se obra sem ligar às Normas Técnicas e aos direitos dos peões. Basicamente, tudo na mesma como dantes, um desleixo evidente, a incompetência técnica o desdém pela modernidade.
Merecíamos outro tipo de engenheiros e decisores.
Os passeios à entrada da Figueira mantiveram o mesmo perfil, estreitos e com obstáculos. Apesar da obra a partir do Armazém da Câmara (debaixo da ponte) desaparecem os passeios, apesar de existirem casas e pessoas a servir. Portanto, sempre que ouvir a palavra "Mobilidade" e "Câmara Municipal da Figueira da Foz" sei que se trata de mera propaganda a realidade desdiz todas as boas intenções dos responsáveis pelo espaço público.
E havia muito espaço para fazer "boa obra". Faltou o resto, vontade, técnica e bom senso, ficou a incompetência e o atraso estrutural.

acesso entrada na Figueira da Foz