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Passeios na Figueira da Foz

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Os passeios continuam como sempre tortos, estreitos, sem continuidade. Na Figueira da Foz, o peºao não conta, não tem direitos. (Rua do QuarteL; Rua D Maria)

"Mexe-se pelos seus pulmões"

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A campanha "Mexa-se pelos seus pulmões"  contra o sedentarismo, tabagismo e pela introdução de hábitos mais saudáveis é de louvar. Parabéns pela iniciativa.     Contudo, é impossível não deixar de assinalar o facto da Câmara Municipal da Figueira da Foz se mostrar ausente na efetiva promoção das "caminhadas e cicladas". Naquilo que lhe compete , falha redondamente. Os passeios são estreitos, a estrutura urbana centra-se no automóvel. Ciclovias são poucas e estão incompletas, não permitindo uma condução em família com segurança. Portanto, seria útil que a própria CMFF adota-se "práticas mais saudáveis" e promove-se bons hábitos de saúde.

Crónica de 2008 - O presidente não anda a pé

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Artigo publicado no jornal AS BEIRAS, 20.08.2016

Os caminhos de Buarcos, entre os erros do passado e do presente

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Caminhar em Buarcos hoje, ou anos 80, é quase a mesma coisa. Os passeios são estreitos, a paisagem cheia de obstáculos, funcionais e visuais. O esforço para melhorar o "espaço público" é nulo. Árvores e cortinas arbóreas ? Não há. Alargamento e melhoria da qualidade do piso dos passeios ? Ciclovias integradas e contínuas ? Não existem. Persiste pela parte da Câmara Municipal da Figueira da Foz, e dos decisores políticos e técnicos, uma incapacidade enorme em sentir o espaço físico que os rodeia. A opinião pública enquanto força de mudança, e pressão, é quase invisível e está cingida a uns quantos que se distinguem pela luta contra o imobilismo. As obras abaixo ilustram isso mesmo, nova relva para o espaço entre o passeio e as muralhas, buracos e tubos novos, mas nem um milímetro se mexeu no essencial: a melhoria do espaço público, lá continuam os horríveis postes de iluminação plantados no meio do passeio. O passeio mais concorrido e valioso da cidade é recortado, entre o...

A não inclusão das pessoas

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As obras recentes em Buarcos mostram um desprezo pelos cidadãos. Quem tem dificuldade em aceder a pé à Padaria, Correios, Farmácia, Banco, Centro de Saúde,...continua na mesma. Em 2016 é inadmissível que a Lei das Acessibilidades (DL163/2006) seja ignorada pela Câmara Municipal. Deixo o seguinte texto sobre o assunto. Por mais que se apregoem ideais de inclusão, a verdade é que a cidade fala por si: persistem os espaços que estão ao alcance só de uns e onde não se verifica o cumprimento de regras básicas que garantam a inclusão de todos, levando os indivíduos com mobilidade condicionada a sentirem-se, de forma mais ou menos direta, excluídos. Existe a sensação de uma cidade construída para quem não tem limitações de mobilidade, o que implica que quem as tem precisa constantemente de encontrar mecanismos para se adaptar. Esta lógica segrega quem vive com mobilidade condicionada, num complexo processo de desigualdade e de desrespeito pelo outro.  A sensação de que se vive ...

Acessibilidades - passeios que não são passeios na Figueira da Foz

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Infelizmente, como a fotografia abaixo mostra, na Figueira da Foz as acessibilidades continuam a ser construídas sem qualidade: passeios que não são passeios, obras que não atendem às necessidades dos mais vulneráveis. Choca-me, entristece-me e dá-me um nó no estômago pensar que tantos engenheiros e arquitetos na Câmara continuem a fazer mais do mesmo, e a pactuar com a mediocridade. Centenas de milhares de euros gastos nos últimos anos para manter o que já estava mal feito: passeios estreitos e desalinhados, materiais de má qualidade, triângulos viários que são um convite ao estacionamento ilegal e várias outras pseudo soluções. A cidade merecia mais. Os nossos impostos deveriam ter quem os gastasse de forma eficaz. Mas, sucede o oposto, dinheiro muito mal investido, cidadãos descontentes e obras municipais que perpetuam o atraso da Figueira da Foz nesta matéria.

Mercado Municipal de Buarcos

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Passeios na Figueira da Foz

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Os passeios por cá continuam a ser construídos à medida dos carros. Além de estreitos (mesmo os novos de 2013 em diante) são muitas vezes descontínuos. Junto ao Mercado Municipal de Buarcos a situação é caricata. O passeio termina abruptamente no espaço ajardinado. Para onde vai o peão ? A) Volta para trás B) Entra no jardim e fica com os pés cheios de lama quando chove C) Caminha pela rua a par com os carros  Passeio junto ao Lavadouro de Buarcos  Passeio construído em 2014

Largura dos passeios e falsas vias pedonais - a política de Duarte Silva

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Foto: Obras em Buarcos, tendo sido executadas em 2009(a rua tem um só sentido) Há mais de um ano alertei em Reunião de Câmara que as Obras Municipais não cumpriam a lei relativamente à largura mínima dos passeios e vias pedonais. Sugeri ao Presidente Duarte Silva vários exemplos e apresentei propostas para a resolução dos constrangimentos. Duarte Silva mostrou-se, como sempre, sensibilizado para a questão. Mas, como sempre, não agiu. Disse que se iriam introduzir alterações, isto e aquilo, mas nada. Pelo contrário as obras municipais insistem em conceber, executar e autorizar passeios com 10, 20, 30, 50 centímetros de largura. Violam-se claramente os direitos dos cidadãos com mobilidade reduzida, as cadeiras de rodas precisam no mínimo de 80 cm para circular e mais de um metro para serem manobradas. O Decreto Lei 163/2006 obriga a que os passeios tenham no mínimo 150 cm, salvo excepções (ver abaixo). Duarte Silva pactua com a mediocridade, uma engenharia que não serve a ninguém que mer...

Ervas daninhas

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Não existem ervas más e boas, e muito menos ervas daninhas. Este é um conceito antiquado, feito à medida da produtividade agrícola. As ervas daninhas "atrapalham" mais a estética citadina, vistas que são como um sinal de desleixo camarário. Existem ervas que crescem entre os interstícios dos passeios, naqueles milímetros de terra ainda disponíveis. A força da Natureza é espantosa, um bocadinho de poeira, vento e sol fazem estes milagres. Admiro pessoalmente estes sinais de vitalidade. Desprezo o conceito estéril de limpeza urbana, a sujidade é poluição, são maços de cigarros, embalagens de gelado, pontas de cigarro...e todo o lixo não biodegradável que acaba por lentamente envenenar o meio ambiente. Não menos mal é o uso inconsciente de produtos de limpeza e ou de lavagem. Tal como a Câmara Municipal de Abrantes nos informa: "Não utilize quantidades de detergentes superiores ao necessário. Não lave o chão ou passeios com grandes quantidades de lixívia pois formar-se-...