28.1.08

Baleias e o sofrimento desnecessário




A cultura gastronómica é algo que se forma segundo o ambiente e a história de cada país e região, e o espírito de respeito mútuo é imperativo. Há quem critique os japoneses por comerem as baleias, animais meigos. Isto constitui um ponto de vista limitado e exclusivo que negligencia a diversidade cultural e alimentar no mundo e que não quer admitir a existência de diferentes culturas e modos de vida alimentares", escreve o conselheiro da embaixada do Japão em Portugal Masahiko Kobayashi, numa carta enviada ao P2.

"Este argumento não se põe facilmente de lado. Dizem que os países ocidentais se opõem à caça à baleia porque, para eles, as baleias são animais especiais, como as vacas para os hindus", como que responde Peter Singer, especialista em bioética da Universidade de Princeton (EUA) e famoso pelas posições radicais em defesa dos animais, num artigo de opinião no jornal The Australian. Mas não concede a vitória aos japoneses: "A melhor resposta a este argumento é que causar sofrimento desnecessário a seres sentientes não é algo visto de forma diferente de cultura para cultura. É uma das orientações de uma das principais tradições éticas do Japão, o budismo. Mas as nações ocidentais estão numa posição fraca, pois infligem muito sofrimento desnecessário aos animais."


Texto de Clara Barata, hoje no jornal Público

Confesso. Uma das experiências mais marcantes da minha vida, foi poder observar baleias vivas, e no seu meio natural. Estava sentado na praia, perto de Sept Iles, no Canada, ao entardecer. Ver e ouvir aqueles bichos magnânimes a emergirem, expelindo ar...é uma sensação única.
Desde então, e por coerência, sou um acérrimo defensor das baleias... vivas e livres. Há algo de sagrado neste modo de pensar. Algo também de irracional, mais do que argumentos técnico-científicos contam os sentimentos.

Do mesmo modo que penso que a forma como tratamos os animais de criação, no Ocidente afluente e rico, é eticamente errada. Tratamos galinhas, patos, porcos, vacas, ....como se fossem coisas, objectos que não sofrem...e eles sofrem !

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