11.3.10

As televisões que temos

Não resisto a citar o Rui Silva, ver Klepsydra
Do binómio Moura Guedes e Eduardo Moniz já lhes conhecemos um cinismo sem limites e assumido com orgulho, que os leva a tomar partido pela mediocridade com toda a arrogância possível e de sorriso dos lábios. Ambos assumiram plenamente uma programação miserável e facilitista onde impera a estupidificação à base de telenovelas e de futebol a toda a hora, um telejornal sensacionalista onde se debita o programa político do CDS disfarçado de informação e programas de variedades da vida real onde se contribuiu para branquear a honra de árbitros e de autarcas corruptos (na Quinta das Celebridades por exemplo). Não há um único documentário, um programa histórico, um programa sobre língua portuguesa, ciência ou cidadania. Criaram com todo o orgulho uma televisão que baixa a fasquia do conhecimento e da capacidade crítica dos portugueses.

Moura Guedes já passou pela bancada parlamentar do CDS. A promiscuidade do casal com a política só a não vê quem não quer. A importância exacerbada da televisão no país com o mais baixo nível de educação da Europa, um país de pessoas que não lêem, castra o espírito crítico da população com menos instrução. Este é o terreno ideal para surgir mais dia menos dia um Berlusconi. E não tenham dúvidas que o Berlusconi português será bem pior que o verdadeiro Berlusconi.

2 comentários:

  1. Concordo com o autor. É o terreno ideal para surgir quer "Berlusconis", quer "partidos anti-sistema",com ideologias extremistas, como no caso português da extrema-esquerda do PSR + UDP, mais conhecido por Bloco.

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  2. O Bloco domina a TVI e a SIC ? Berlusconi e o Bloco ?
    RMG considera que Berlusconi é um extremista. Nesse âmbito estamos de acordo.

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