12.8.10

Populismo: o preço da água

Notícia retirada do jornal Público de hoje (12.08.2010)

Segundo Artur Trindade [ANMP] “a média dos países evoluídos é que a factura da água seja equivalente à factura da electricidade”, sendo que em Portugal há uma diferença de cinco vezes.

“A água em Portugal teve sempre um preço extremamente baixo”, afirmou, questionando se “faz algum sentido que se pague de telemóvel cinco vezes mais do que pela água?”


Esta é a questão a resolver: convencer a população e os decisores políticos que há que cortar no supérfluo (telemóvel) e pagar os bens essenciais.
A água não pode ser exceção, definido um consumo base (cerca de 100 litros por dia por pessoa) a um preço reduzido , há que onerar quem muito gasta e muito desperdiça.
Ora isso não acontece hoje em dia. O cidadão consciente que poupa água paga tanto, à unidade, como aquele que esbanja.

Explicou que “os municípios que se candidatem a obras no âmbito do abastecimento de águas (ciclo urbano da água no QREN), têm que apresentar um estudo económico que prove que o investimento que vão fazer tem um suporte económico que parte do tarifário”, logo não tem dúvidas de que a evolução será no sentido do aumento de preços.


No entanto, Artur Trindade frisou que os municípios compreendem “as dificuldades financeiras que as famílias têm, principalmente nesta época”, e, por isso, considera não haver possibilidade de virem a seguir os valores sugeridos pela entidade reguladora.


Os municípios portugueses antes de mais deveriam dar o exemplo e acabar com rotundas e jardins que consomem triliões de litros de água potável.
E depois vem a lenga lenga das dificuldades das famílias que podem pagar telemóvel e outras coisas mas não podem pagar menos de 0,1 cêntimos por litro de água !
Vivemos um tempo extraordinário em que os "pobres" compram água engarrafada...

Adiando a mudança de comportamentos estaremos apenas fomentar a negligência no uso da água. Os meus vizinhos queixam-se do preço da água mas não deixam de lavar o carro à porta de casa gastando uns milhares de litros de água potável.

2 comentários:

  1. É verdade, sim senhor:
    "Os municípios portugueses antes de mais deveriam dar o exemplo e acabar com rotundas e jardins que consomem triliões de litros de água potável."
    O facto é que, mesmo com o aviso publicado no livro de que é co-autor, sobre essa matéria nada mudou na Figueira.

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  2. Acredito que há vontade da Câmara em mudar o atual cenário, evitando o desperdício de água em rotundas e relvados.
    Vamos ver...

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