17.2.14

Custo da Iluminação Pública em Portugal - desperdícios

Em Portugal gastamos muito dinheiro com a iluminação pública (IP). Na Figueira da Foz são cerca de 1,2 milhões de euros por ano, 19 euros por habitante.
Nos restantes países da União Europeia, em média, gasta-se muito menos. Por exemplo, na Alemanha, altamente industrializada e urbanizada, gasta-se 4 euros por habitante por ano (ainda sem terem LEDs, em escala).

Qual a justificação para esta disparidade ?
Nos anos 90 o novo riquismo invadiu o país, a febre da construção dispersa obrigou à extensão da rede de IP. Os presidentes de Câmara viam na IP muitos votos: um poste, um voto. A EDP também não se fez rogada: um poste, uma luz, um ponto de venda. Os horários estão desajustados, as luzes acendem ainda é de dia ? Não faz mal, o contribuinte paga.
Santana Lopes e Duarte Silva não se pouparam: mesmo em zonas desertas de gente e sem razão aparente, colocaram milhares de postos de IP, luzes por todo o lado. Em Lavos até há uma placa, com letras douradas, em que Duarte Silva inaugura meia  dúzia de postes de IP.

Até as nossas Autoestrada são excessivamente iluminadas, bastará ir lá fora (com a exceção da Bélgica...) para perceber que os "outros" são mais racionais na instalação de postes de IP.

A mentalidade do nosso povo também não ajuda: Há dias uma senhora da zona Tentúgal queixava.se em carta ao jornal As Beiras que a estrada estava mal iluminada porque quando chovia a estrada mal se via, e exigia que todo o trajeto que faz de carro, do local de habitação ao emprego, fosse iluminado. O problema é outro: as estrada estão mal sinalizadas e conservadas e daí a insegurança rodoviária.

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