17.2.14

Ruído - à atenção da Câmara Municipal da Figueira da Foz

Publico um comentário de um leitor deste Blog:

Vários anos decorridos e o problema do ruído dos bares no bairro novo continua a agravar-se. Tornou-se moda os bares que se transformam em discotecas a partida da meia-noite (e até às 4 e 5 da manha), espaços sem quaisquer condições para funcionarem desta forma e que infernizam a vida dos que querem descansar com um ruído escandaloso. Nem casas com vidros triplos e isolamentos de ruído conseguem parar barulho que faz estremecer pareces. É muito difícil perceber como é possível estes estabelecimentos poderem operar desta forma sem que ninguém tome medidas. Durante o inverso acontece todas as sextas e sábados e no período e verão é todos os dias.
A camara municipal anda verdadeiramente a dormir, talvez seja porque junto à camara não existem destes bares. Este comportamento, da camara e dos proprietários dos bares, é intolerável porque existem formas de poder-se ter uma discoteca sem incomodar os vizinhos. Olhem para o NB que não incomoda ninguém, fez os investimentos necessário para que pudesse fazer a sua actividade sem perturbar os outros. Depois têm-se bares que a se transformam em discotecas com um volume de ruído que faz estremecer as paredes das habitações em redor.
Infelizmente é a camara que temos.

1 comentário:

  1. Compreendo bem os sentimentos do autor do comentário acima.
    Vivo junto ao casino, e num raio de 100 m em redor da minha casa há duas discotecas e vários bares e restaurantes com música. Das 9 da noite de sexta-feira às 9 da manhâ de domingo, ninguém tem o direito de dormir, descomprimir ou trabalhar. Ninguém tem o direito de ter filhos pequenos ou pais idosos.
    Fecha-se as janelas e as portadas, os residentes já acostumados a serem prisioneiros em casa, sem uma lufada de ar fresco nas noites de verão. O ruído diminui, mas as costelas continuam a vibrar com os baixos, as dores de cabeça aumentam, e a frustração também.
    A noite é cortada por gargalhadas, cânticos embriagados, gritos e rixas de rua, buzinas, arranques de 'aceleras', toques nas campaínhas, pontapés nos carros e contentores, por vezes até morteiros. Já me deitaram fogo à casa uma vez, valeram-me os seguranças do casino.

    Queixei-me à Câmara. Simpatia, compreensão. "Esses bares só têm licença para música interior. Não podem fazer barulho na rua. Não podem ter as portas e janelas escancaradas. Não podem fazer barulho a essas horas, exceto em ocasiões especiais -- Ano Novo, S. João. Se isso acontecer outra vez, chame a polícia."
    Pois... a polícia vai lá e nada acontece. "Eles têm uma licença válida!" Relato as palavras da Câmara, e repetem que a licença é válida. E da próxima vez não comparecem.

    Mas este não é um problema só dos residentes. O centro da cidade está a implodir e ninguém parece dar conta. Talvez que só notem quando os turistas publicarem (mais) fotos e filmes desta vergonha pública no Youtube. Ou quando deixarem de vir de todo.

    A Rua Cândido dos Reis está à venda. Os prédios com letreiros e os outros sem eles. Aos moradores só resta fugir, mas ninguém quer comprar casa aqui. Casas grandes, caras, um balúrdio de IMI, uma vez que estão no "centro nobre da cidade". Ou estavam. Agora que estão no karaoke da cidade, no urinol público da cidade, na sala de chuto da cidade, ninguém oferece metade do valor patrimonial.
    Da próxima vez que me deitarem fogo à casa, deixo-a arder. E pronto!

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