9.6.14

Crónica - os leitores escrevem sobre o ruído



Ruído
Recebi cartas de vários leitores sobre o problema do ruído no centro da cidade. Uma leitora afirma (texto adaptado): “Vários anos decorridos e o problema do ruído dos bares no bairro novo continua a agravar-se. Tornou-se moda os bares transformarem-se em discotecas a partida meia-noite até às 5h. Espaços sem quaisquer condições para funcionarem desta forma e que infernizam a vida dos que querem descansar. Nem casas com vidros triplos e isolamento conseguem parar o barulho que faz estremecer paredes. E ninguém toma medidas?”
Outro leitor reafirma a ideia de que o ruído é tolerado pelas autoridades: “A Câmara anda verdadeiramente a dormir. Existem formas de se poder ter uma discoteca sem incomodar os vizinhos. Olhem para o NB [informação não verificada] que não incomoda ninguém, fez os investimentos necessários para que pudesse fazer a sua atividade sem perturbar os outros. Desde 6ª à noite até domingo de manhã ninguém tem o direito de ter filhos pequenos ou pais idosos. Fecham-se as janelas e as portadas, os residentes são prisioneiros em casa, sem uma lufada de ar fresco nas noites de verão.”
“ - Queixei-me à Câmara. Simpatia, compreensão. "-Esses bares só têm licença para música interior. Não podem ter as portas e janelas escancaradas. Não podem fazer barulho a essas horas, exceto em ocasiões especiais -- Ano Novo, S. João. Se isso acontecer outra vez, chame a polícia." Pois... a polícia vai lá e nada acontece. "Eles têm uma licença válida!" 

Crónica publicada no jornal As Beiras de 23.05

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