Avançar para o conteúdo principal

Galante, Manifestação, Paulo Morais, Pedro Bingre


A grande dignidade de Paulo Morais, ex-Vereador do Urbanismo de Rui Rio, impressiona. Um homem simples que colocou os interesses da comunidade à frente dos seus. Em prejuízo do seu sossego e da sua família afrontou os interesses instalados no Porto. Compara os lucros obtidos através de alvarás e construção civil, ao tráfico de droga. Ali, na Praça Pública, na Figueira da Foz com o cenário que se vê na fotografia.
Caso o país tivesse mais Homens com a fibra de Paulo Morais,e a sua luta desigual por mais justiça, não estaríamos na cauda da Europa.
Infelizmente para todos nós, os cidadãos parecem mais interessados na maledicência gratuita e inútil do que na participação activa na vida pública.
Pedro Bingre notabilizou-se pelo discurso técnico. Como é que um terreno que hoje vale 1.000 euros amanhã , é valorizado, e no dia seguinte, mediante uma autorização de construção passa a valer 100.000 de euros ? Este enriquecimento súbito de alguns, o "pato bravismo", é feito à custa do empobrecimento da comunidade. Somos todos que pagámos a factura de um território desordenado, feio e poluído por enormidades sem escala humana.
Parabéns também ao advogado Trilho y Blanco pela coragem e persistência que tem mostrado.

Comentários

  1. Olá João!

    Aquele edifício naquele local é realmente desproporcionado. Tenho dúvidas, contudo, que alguém possa parar o que foi autorizado a chegar onde chegou. O que deveria haver, e parece que não há, era uma deliberação camarária que impedisse situações semelhantes no futuro.

    Já agora aproveito para te deixar o endereço de um blog que publica um tema do teu interesse: A economia da reciclagem.

    É de um amigo meu, professor universitário nos EUA, e coloquei nele um comentário.

    Se não concordares, e suspeito que não concordes, discorda!

    Abraço

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Alferes Robles, massacres de 1961 e a Guerra de Angola

Recentemente visionei novamente os primeiros episódios da série "A Guerra" de Joaquim Furtado. Para quem não viveu a guerra, o documentário é excelente, e segundo muitos que a viveram Joaquim Furtado fez um trabalho notável. Ouviu ambas as partes, procurou uma visão serena e equilibrada apresentando unicamente os factos comprovados.
(ver aqui o documentário "A GUERRA" de Joaquim Furtado, https://youtu.be/eytkjJXrmhA onde  várias testemunhas presenciais testemunham as atrocidades cometidas por ambas as partes)

Na sequência dos grotescos episódios que se seguiram aos massacres de 15 de Março de 1961, a UPA matou barbaramente quase um milhar de colonos (a maioria branco) e outros milhares de trabalhadores locais, os portugueses (brancos) desencadearam a retaliação. Matou-se por dá cá aquela palha, milhares de angolanos pretos foram chacinados sem qualquer razão. Há várias fotografias de valas comuns, iguais às nazis, e depoimentos que chegariam para levar alguns por…

Roxanne Bueso

Pintora Roxanne Bueso, residente na Figueira da Foz, proveniente de Porto Rico.

A vala de Buarcos - emanilhar não é solução

A chuva intensa dos últimos dias veio mostrar o erro. Emanilhar e soterrar a vala hidráulica da praia de Buarcos criou um problema de drenagem. Havia espaço para a água percorrer a praia e chegar ao mar. O espaço foi limitado pelo emanilhamento da vala. Logo quando há muita água esta tende a escoar-se pelo caminho mais fácil. Sem espaço livre, acumula-se. Foi isso que aconteceu este ano. A praia parecia um lago. As máquinas tiveram que abrir novamente "uma vala" permitindo o escoamento da água para o mar.