22.1.11

A Justiça e a Segurança Rodoviária

Mais um português foi condenado a pena de prisão efetiva em Inglaterra por condução perigosa, após ter morto um jovem militar e ferido gravemente mais uma pessoa.
As causas serão várias, certamente, mas foi a falta de descanso, o excesso de horas na estrada, a pressão laboral que contribuíram para o desenlace fatal. O que leva os condutores profissionais a trabalharem para além dos limites ? Qual a empresa transportadora ? Quem é o "patrão" ? O que fazem as autoridades, qual a percentagem de camiões controlados ? Que penas idênticas foram aplicadas em Portugal aos mesmos casos, que se repetem com frequência !
A resposta a estas questões, e outras, seria um interessante trabalho jornalístico. Mas infelizmente a nossa televisão, e mesmo imprensa, não estão interessadas, preferem os escândalos e os crimes de faca e alguidar.

6 comentários:

  1. A causa do acidente foi a baixa velocidade a que as vitimas circulavam na auto-estrada.
    O militar falecido, podia ter falecido na guerra, mas assim foi um desperdício certamente, na vez dele, na guerra, vai outro.
    O outro que morreu, foi o destino dele.
    Depois o camionista é que tem a culpa. Como sempre.

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  2. O comentário do anónimo anterior causou-me um calafrio. Especialmente porque não sente a morte de um ser humano num acidente como uma tragédia. "O outro morreu, foi o destino dele" - deveria dizer isso à família e amigos da vítima, brutalmente esmagados por um condutor português de uma camião português que conduzia em infracção, ao não respeitar as horas de descanso.

    Dizer ainda que a culpa é das vitimas que seguiam "lentamente" na via, é uma asneira grosseira e mostra falta de conhecimento do código da estrada: manter a distância ao veículo que segue imediatamente à frente de forma a conseguir imobilizar o veículo antes do embate.

    Infelizmente, o caso em apreço não é único, um condutor de pesados, em Inglaterra,há pouco mais de um ano matou uma família de seis pessoas.
    Está agora na prisão.
    Se fosse em Portugal, e com a mentalidade que o "anónimo" mostra, teria sido...azar da família, poderia ter morrido noutro lado qualquer e portanto, o condutor do pesado estaria a fazer a sua vida , e a conduzir.

    No fundo, o "anónimo" não consegue ter qualquer empatia pelas vítimas o que mostra uma tremenda falta de humanismo e sensibilidade.


    http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/4571133/Family-of-six-killed-by-Portuguese-lorry-driver-with-laptop-on-next-seat-court-told.html

    By Paul Stokes 6:22PM GMT 09 Feb 2009

    Paulo Jorge da Silva, 46, is claimed to have shown "gross inattention" when he failed to notice a tailback of traffic on the M6 near Sandbach in Cheshire as he approached at 40 mph.

    His truck laden with fruit juice cartons smashed into the back of a Toyota Previa carrying couple David and Michelle Statham and their children.

    Mr Statham ,38, a chef, Mrs Statham, 33, and their children Reece, 13, Jay, nine, 20 months old Mason and ten weeks old Ellouise died instantly in the night time accident last October.

    Mr da Silva, 46, who lives in Murcia, Spain,, denies causing the six deaths by dangerous driving with alternative charges of causing the deaths by careless driving.

    Members of the victims' family were in the public gallery at Chester Crown Court as Andrew Thomas QC, prosecuting, told the jury: "This is a very sad case and there will be difficult moments."

    He said the family car had been crushed between two trucks as it waited in a queue approaching junction 17 of the north bound carriageway.

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  3. Eu até tenho pena das vítimas. Principalmente da família das vítimas que agora não os tem no seu convívio.
    Mas se as famílias vão para as estradas passear e estorvar quem anda a trabalhar, a coisa pode ser perigosa para todos. Se um motorista ultrapassa o seu tempo de trabalho é porque gosta, não é?
    Tem de chegar a horas, tem mercadoria para entregar, não pode fazer o seu trabalho em perfeitas condições por que os empatas não permitaem. Depois dá-se estes casos.
    Não diga que não tenho sentimentos.

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  4. Lamento ainda mais que o autor anónimo do último comentário não consiga compreender que ultrapassar o limite de horas ao volante coloca em perigo a vida de todos, até do próprio.

    Aquilo que o "anónimo" chama de empatas são pessoas que foram obrigadas a parar na berma da autoestrada devido a uma emergência _ a esposa (agora viúva...) do soldado esmagado por um condutor de pesados português, estava grávida e por isso houve que proceder à paragem do veículo.

    A pressa explica tudo, é assim o entendimento de alguns , até a morte de inocentes !
    Esperemos que nunca lhe aconteça a si nada do género...um motorista com pressa que não descanse, adormecido ao volante e que embata violentamente no primeiro que encontra à sua frente.

    As estradas estão cada vez mais perigosas, devido à "mentalidade da pressa".

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  5. A culpa é sempre da velocidade. Sempre!

    A minha posição em relação aos acidentes serem culpa da velocidade nunca mudou. Já a comunicação social parece agora mais moderada nas palavras e não atribui qualquer toque ao excesso de velocidade. Já se fala nas condições meteorológicas, no estado das viaturas e no cansaço dos condutores ou erro humano.

    BMW M5 a mais de 300km/h

    Com o recente acidente em cadeia na A25 a comunicação social indica que as causas do acidente ainda não estão apuradas (tudo aponta para as condições meteorológicas) mas nos comentários dos jornais encontram-se ainda aqueles crentes que acham que a culpa de tudo isto é da velocidade.

    Uma senhora queixava-se que era pressiona por outros condutores quando efectuava uma ultrapassagem em auto-estrada a 80km/h e que se fossem todos mais devagar a estrada era mais segura. Então e os limites mínimos de velocidade em cada faixa de uma auto-estrada, ficaram esquecidos?

    Então se eu for a 121km/h numa auto-estrada sou um assassino, já se fizer uma ultrapassagem mal calculada a uma velocidade reduzida sou um condutor exemplar?

    Sempre que existe um acidente deste género aparecem sempre os ignorantes do costume que apregoam que tudo se resolvia com limites mais apertados de velocidades e radares, muitos radares. Alguns até dizem que se o limite é 120km/h os carros deveriam ser limitados a tal velocidade :lol: Um acidente acontece quando muitas variáveis estão desfavoráveis ao condutor, não se trata apenas de velocidade.

    E as autoridades também deixam passar estes comportamentos impunes, as multas são baixas, difíceis de aplicar e fica sempre bem mandar imagens de um Porsche a 200km/h numa auto-estrada vazia, já alguém a circular a 50km/h na faixa do meio de uma auto-estrada é um comportamento cívico e seguro, até vai devagar.

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  6. Este leitor tem uma teoria completamente nova, ou melhor várias, a saber:
    - as condições meteorológicas matam, por si só, sem mais; portanto a causa do acidente na A25 foi o nevoeiro, não foram os condutores que não diminuíram a velocidade, ou que iam muito depressa.

    Qualquer pessoa de bom senso circula em AE no mínimo entre 90 e 110 km/hora, e nunca abaixo. Quem o faz põe em perigo os outros. Este dado é pacífico, mas o leitor pensa que não sabemos disto.
    Muito mais haveria para dizer sobre que se circula a mais 120 km/h,....deve ser para gastar mais gasolina ! ou, a pressa, ou....haverá sempre alguma desculpa.

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