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A mostrar mensagens de fevereiro, 2010

Onda do Cabedelo

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Foto: fonte desconhecida A construção do molhe, a "artificialização" e betonização da costa causam prejuízos incalculáveis ao nosso património colectivo. O aumento brutal do areal da praia a norte do molhe desconfiguraram a Figueira da Foz, perdendo-se harmonia e capital de atracção. Ganharam-se toneladas de bens industriais importados e exportados, aumentou-se a segurança das embarcações de pesca e assim o crescimento económico do concelho. Contudo, qual o valor económico da beleza das ondas, praias, plantas e do conjunto em si ? Perdemos ou ganhámos com tantos milhões investidos num porto de mar com tantas e severas limitações ? (logo pelo facto de estar sediado no lado errado do rio, a sul é que está o grosso da indústria)

BIOSFERA - tragédia anunciada na Madeira

Via Klepsydra tive conhecimento que o programa BIOSFERA está no You Tube.

Democracia e Liberdade de Expressão no Parlamento Europeu

Li hoje de manhã que um eurodeputado inglês, eurocéptico de direita, insultou explicitamente o presidente da UE, o belga Van Rompuy, em plenário do Parlamento Europeu. Surge esta notícia em absoluto contraste com o que acontece em Cuba, e nas outras ditaduras (incluindo países de matriz comunista, apoiados pelo PCP), onde prevalece a lei da rolha. Quem diz mal dos líderes do regime é preso, literalmente, e por muitos anos. Blogues livres em Cuba ? na Coreia do Norte ? China ? Birmânia ? Não existem. Que diferença entre a União Europeia e o que acontecia na URSS. Os mais jovens já não se lembram dos velhinhos líderes do Politburo, reunidos em grandes Assembleias, ovacionando unanimemente os seus camaradas. Dissidências ? Outras opiniões ? Não havia lugar para a diversidade. Os poucos que se atreviam a pensar alto, e em liberdade, eram presos (Soljestine, Sakarov,...) ou silenciados. Viva a União Europeia. Uma nota ainda para um filme francês sobre a Guerra da Argélia, de seu nome &q

O buraco de ozono e outras ameaças globais

A revista de ciência popular News Scientist publica na sua última edição um artigo sobre as ameaças globais ao equilíbrio do planeta Terra. O Buraco de Ozono, a Perda de Biodiversidade, as Alterações Climáticas, a Poluição Química, a Acidez dos Oceanos ...etc. são alguns dos problemas que os quase 7.000.000.000 (sim , somos sete mil milhões) de seres humanos enfrentam. Em Portugal, o debate ambiental faz-se em meios restritos. A nível local há ainda um enorme défice de consciência e acção. Muitos pensam e agem como se as árvores fossem uns empecilhos, o "ambiente" um inimigo da economia, as restrições à expansão urbana um atentado à nossa liberdade individual de construir onde bem e como queremos. A este propósito a recente tragédia da Madeira é um desastre anunciado. As ribeiras foram canalizadas e "entubadas", diminuindo-se o espaço disponível para um caudal acima da média. Há mais de uma ano atrás que o programa BIOSFERA fez uma reportagem sobre o assunto, de

Comentários à excessiva velocidade na estrada

Destaco este comentário que recebi de um anónimo ANÓNIMO Calmamente a 110 ou 120 à hora? Para ir a essa velocidade, ou ia quase a dormir ou então "..." "..." Quanto ao condutor do veículo estacionado em cima do passeio, está no seu direito de o fazer. Se a polícia aparecer é que pode ser multado ou mandado retirar dali a viatura. O leitor anónimo que escreveu o comentário anterior personifica o mau condutor português, e é sem dúvida um potencial causador de instabilidade rodoviária. 1º - Considera que quem circula a menos de 160 - 180 km/h não merece circular, ou então vai a dormir. Isto é, condutor que se preze, acelera e bem. São estes condutores que se colam a nós quando circulamos a 120 km/h, dão 5 metros de distância...os machos da estrada. 2º - O "anónimo" é dos tais que estaciona em cima do passeio. Peões são gente sem direitos. O carro (e o "eu") em primeiro lugar. Vale mesmo tudo ! Ética ? Bom senso ? Respeito pelos outros ? Não há

Maiorca sem árvores

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Hoje visitei o largo da feira de Maiorca. Os buracos aumentam de diâmetro. As árvores foram reduzidas à máxima indignidade possível. A lei da motoserra a insensibilidade de um presidente de Junta recém eleito transformaram a paisagem, de mal a pior.

A distorção dos factos e a pequena censura do Diário de Coimbra

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O artigo de opinião publicado no Diário de Coimbra de 15 de Novembro de 2009 foi por mim contestado em carta ao diretor do Diário de Coimbra. Abaixo transcrevo o teor da carta. A contestação deve-se à falta de rigor factual dos "argumentos" apresentados pelo articulista, Sérgio Ferreira Borges, relativos às celebrações da Queda do Muro de Berlim. O actual diretor executivo do Diário de Coimbra negou-se a responder aos e-mails e cartas enviados, e nunca publicou a carta que enviei. Perturba-me que um jornal de tradição democrática recente, se recuse a publicar uma carta bem educada onde se rebatem argumentos. É uma forma perniciosa de censura e acima de tudo de ausência de cultura democrática. CARTA AO DIRETOR Exmo. Sr. Director Adjunto do Diário de Coimbra João Luís Campos, O artigo de opinião, assinado por Sérgio Ferreira Borges a 15.11.2009, intitulado "O pianista nos muros de Berlim" apresenta dados errados sobre pessoas e factos recentes. Começando pelo fim

As nossas estradas: ausência de civismo e de fiscalização

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Calmamente a 110-120 km/hora circulo na A17, sentido sul-norte, ao fim da atarde. Sou ultrapassado por um veículo pesado. Fiquei estarrecido. Seria um camião roubado ? Estaria o homem embriagado ao volante de uma "arma" de 25 toneladas ? Acelerei até retomar o contacto visual. O veículo pesado seguia a mais de 140 km/hora. Mais tarde, na portagem, observei o condutor. Um jovem de 30 anos a fumar um cigarro no anterior, como se nada fosse com ele espantou-se com o meu olhar inquisitivo. Imaginem um veículo de 25 toneladas a 140 km/hora a embater num veículo ligeiro...será sempre uma tragédia. Um veículo daqueles àquela velocidade não pára em menos de 200 metros, uma eternidade. O meu arrepio prende-se também com o facto de tradicionalmente os condutores profissionais terem uma postura diferente, mais racional. Além disso, estes veículos são obrigados por lei a terem tacografos - registo automático da velocidade e distância percorrida. A impunidade nas estradas portuguesas é

Comentário ao Estacionamento no Parque das Gaivotas

Comentário recebido via e-mail "Esplanadas, a Figueira e o Carnaval" Não compreendo porque é que a nossa endividada câmara permite o estacionamento gratuito das auto-caravanas no parque das gaivotas! Onde coloca esta gente os resíduos sanitários? e não compreendo porque é que aqueles senhores responsáveis não mandam colocar um pontão a uma altura determinada, ou fazem pagar nem que sejam coimas pelo estacionamento permanente...afinal nós os figueirenses também pagamos por muitos outros estacionamentos! Se eu fosse proprietária dum parque de campismo declararia "guerra" à câmara pela concorrência!

O que nos rodeia - Praia de Buarcos (1)

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O terreno ao fundo da "minha rua" ainda não tem prédios. Apesar do anúncio de venda com "projecto aprovado para mais 22 apartamentos", aquele lugar é um antro de biodiversidade, e não só. Há cerca de um ano atrás a Câmara obrigou o proprietário à limpeza do terreno. O que aconteceu ? Demoliu-se um casebre, deceparam-se umas árvores, entre as quais uma magnifica borracheira com dezenas de anos, e ...ficou grande parte do lixo. Os escombros do casebre, supostamente usado por toxicodependentes, permanecem local emprestando mau aspecto ao terreno. Nas ruas adjacentes não há jardins dignos desse nome e as árvores são poucas. A comunidade sairia ganhadora se a autarquia pudesse adquirir o terreno e transformá-lo num espaço arborizado de lazer, complementando-o com um pequeno parque infantil. Seria uma mais valia para residentes e visitantes. Mais 30 apartamentos ali ? Não, obrigado.

Espalanadas, a Figueira e o Carnaval

1. Seria possível que a Câmara via FGT - apoio de 150.000 euros (165.000 em 2009) - deixasse de apoiar o Carnaval ? Talvez fosse possível e desejável, mas não seria fácil nem ajuizado. Há algum responsável político da CDU ao Mov.100% que afirme taxativamente "connosco não haverá mais Carnaval" ? Não há , pois não ? O modelo de financiamento ao Carnaval deve ser repensado. Na minha opinião deveria ser criada uma Comissão (estilo Queima das Fitas) capaz de gerir e investir no processo, tornando-o sustentável do ponto de vista financeiro. A Câmara (leia-se FGT) não pode continuar a apoiar eventos desta e doutra natureza. O contribuinte não pode ser sacrificado com despesas em investimentos não essenciais à nossa qualidade de vida. 2. Após um jantar num restaurante do centro da cidade, um amigo diz-se chocado com duas situações: a) as esplanadas e avançados existentes no Bairro Novo, nas Avenidas e em geral na cidade, são uma aberração. Cada um ocupa quase aquilo que quer e

Árvores e Podas - Maiorca

Publico o comentário atento de uma leitora deste blog. "...." Como engenheira florestal, poderia explicar mil e uma razões pelas quais a rolagem feita aos plátanos do largo da Feira Velha, o abate dos majestosos eucaliptos do Parque do Lago, o abate de parte do povoamento misto de pinheiros bravos e carvalhos (alguns destes com 55cm de diâmetro), junto ao campo de futebol (é de salientar que este povoamento tinha sofrido uma intervenção de limpeza de matos e encaminhamento dos carvalhos em 2008, por uma Equipa de Sapadores Florestais da Câmara Municipal), não deveriam ter sido feitas. Mas limito-me a perguntar como vai querer o presente executivo da Junta de Freguesia de Maiorca saldar a dívida contraída aos seus munícipes privando-os e privando as gerações futuras de usufruir de espaços com exemplares de árvores majestosas que proporcionaram e proporcionavam momentos de lazer saudáveis? E como vai esse mesmo executivo, alguma vez, conseguir olhar para a população sabendo q

Comentários à destruição do património natural em Maiorca

Recebi vários e interessantes comentários ao derrube de árvores e destruição do património natural em Maiorca. Irei fazer uma compilação dos mesmos e efectuar a sua publicação ouvindo as partes interessadas dentro do possível. Agradeço a Vossa atenção, os comentários e manifesto o meu agrado pelo interesse que o tema suscita e a sensibilidade de quem me escreveu.

Ainda as podas e o corte de árvores em Maiorca

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Comentário de uma pessoa residente em Maiorca Sou habitante da freguesia de Maiorca e sinto-me totalmente ENVERGONHADA pela atitude tomada pelo "nosso" senhor presidente. Todos os dias durante a minha deslocação para a escola passo pelos cepos do frondoso eucaliptal que existiu no Parque do Lago até há bem pouco tempo. Ao contrário do que "..." (presidente da junta) afirma, este espaço era bastante usado (e, curiosamente, em grande parte pelos seus conterrâneos santamarenses) para actividades de lazer, piqueniques e merendas aos fins de semana com bom tempo. E se bem estão recordados, durante as grandiosas Festas da Freguesia de Maiorca, nas quais estava incluído o Desfile das Carroças (que para quem não sabe, serviram de base a uma lei dos carroceiros no Brasil e são já conhecidas além fronteiras) os animais participantes no desfile, incluindo os cavalos, descansavam na sombra proporcionada pelo eucaliptal. Com a idade que estes eucaliptos tinham já eram consi

Falta de profissionalismo no mundo do jornalismo, RDP, Mário Crespo e outros

1. Pela manhã ouço uma peça de reportagem na RDP, a jornalista em directo para o noticiário das 9h a partir de uma grande superfície. O tema é a falta de competitividade da fruta portuguesa. Comparam-se os frutos "a banana portuguesa é mais cara que a importada"; o "ananás português [sic] é muito mais caro que o abacaxi vindo de avião do Brasil";....ou seja, compara-se o que é incomparável. Portugal não tem clima para bananas nem abacaxis. Logo não será por aí que vamos ter alguma hipótese de competir ! Parece elementar, não é ? Durante a peça a jornalista limitou-se a ler preços e a comprar o aspecto da fruta. Não ouviu responsáveis pelo sector, não se interessou minimamente em explicar aos ouvintes porque é que a fruta portuguesa , é ou não é competitiva. 2. Os noticiários, especialmente os da RDP e também da RTP, amplificam a voz dos seus opinadores profissionais: Marcelo Rebelo de Sousa (o ex líder do PSD); Bagão Félix (ex-Ministro CDS PP) e António Vitorino (