Avançar para o conteúdo principal

O que nos resta - Quinta do Viso



A ganância imobiliária associada a um poder político permissivo, e last but not the least com uma sociedade civil passiva permitiu-se a destruição do património natural da Figueira.
Assistimos ao anquilar do Natural, à destruição completa das manchas verdes, à falta de harmonia e sensibilidade. Venceu o feio, a baixa qualidade paisagística e o "atalho".

Restam-nos alguns metros quadrados semi-selvagens, a Quinta do Viso é um exemplo. Está no entanto ameaçada por interesses...imobiliários.

Comentários

  1. Por uma foto existente no Arquivo Municipal verifica-se a existência em finais do sec. XVIII/início XIX, de 6 moinhos de vento na encosta voltada ao mar, no espaço compreendido entre a actual rua das Cantarinhas de Buarcos e o Fortim da Praia, situado ao fundo da rua Mário Soares. Será que esses moinhos ficariam nessa Quinta do Viso ?

    ResponderEliminar
  2. Quinta do Viso ou Quinta do Vizo? Parece-me que será com "z", a quinta referida da Figueira da Foz.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Alferes Robles, massacres de 1961 e a Guerra de Angola

Recentemente visionei novamente os primeiros episódios da série "A Guerra" de Joaquim Furtado. Para quem não viveu a guerra, o documentário é excelente, e segundo muitos que a viveram Joaquim Furtado fez um trabalho notável. Ouviu ambas as partes, procurou uma visão serena e equilibrada apresentando unicamente os factos comprovados.
(ver aqui o documentário "A GUERRA" de Joaquim Furtado, https://youtu.be/eytkjJXrmhA onde  várias testemunhas presenciais testemunham as atrocidades cometidas por ambas as partes)

Na sequência dos grotescos episódios que se seguiram aos massacres de 15 de Março de 1961, a UPA matou barbaramente quase um milhar de colonos (a maioria branco) e outros milhares de trabalhadores locais, os portugueses (brancos) desencadearam a retaliação. Matou-se por dá cá aquela palha, milhares de angolanos pretos foram chacinados sem qualquer razão. Há várias fotografias de valas comuns, iguais às nazis, e depoimentos que chegariam para levar alguns por…

Roxanne Bueso

Pintora Roxanne Bueso, residente na Figueira da Foz, proveniente de Porto Rico.

A vala de Buarcos - emanilhar não é solução

A chuva intensa dos últimos dias veio mostrar o erro. Emanilhar e soterrar a vala hidráulica da praia de Buarcos criou um problema de drenagem. Havia espaço para a água percorrer a praia e chegar ao mar. O espaço foi limitado pelo emanilhamento da vala. Logo quando há muita água esta tende a escoar-se pelo caminho mais fácil. Sem espaço livre, acumula-se. Foi isso que aconteceu este ano. A praia parecia um lago. As máquinas tiveram que abrir novamente "uma vala" permitindo o escoamento da água para o mar.